A WeWorld está presente na Índia desde 2009, em apoio dos direitos das crianças, da proteção dos rapazes e raparigas contra o fenómeno dos casamentos precoces, abusos sexuais e tráfego de seres humanos.    

A proteção das crianças é feita através de ações com o objetivo de garantir o direito à educação. Empenhamo-nos para criar mecanismos internos de proteção e salvaguarda dos direitos dos menores.      

Trabalhamos para garantir os direitos dos filhos dos emigrantes sazonais. A intervenção neste caso, tem o objetivo de garantir o direito à escola a crianças que ficaram mais vulneráveis devido à emigração dos pais. A retenção escolar tem como impacto prevenir a longo prazo o trabalho infantil e o progressivo empobrecimento das famílias dos emigrantes.    

Estamos empenhados ativamente no empoderamento feminino e na igualdade de género. As nossas beneficiárias recebem formação adequada para adquirir um sentido de legitimação no seio da sociedade: algumas delas começaram com sucesso uma atividade económica sustentável, e de forma mais geral, atingiram um aumento na capacidade de lucro de cada beneficiária.    

Lutamos contra a exploração sexual e os abusos nos menores, em especial a prática da “Devadasi Dedication”. Para combater a violência nas crianças, é necessário uma abordagem integrada que inicie pela sensibilização, a prevenção e chegue ao apoio da denúncia, e à reintegração sócio-económica.   

Empenhamo-nos através de várias ações: trabalhamos para reforçar as realidades existentes e prevenir a exploração sexual, sensibilizamos organizações, grupos e líderes religiosos, damos assistência a mulheres a denunciar e empenhamo-nos para que a lei seja aplicada. Promovemos também, a emancipação económica e social das vítimas fornecendo-lhes meios de subsistência alternativos, como um trabalho e garantimos assistência psicológica e jurídica individual.    

A estratégia que adotamos na Índia é estimular o sistema institucional (escolas, comunidades religiosas, autoridades locais) e agir através de iniciativas de prevenção e intervenção para reforçar a comunidade, fornecendo soluções alternativas que salvaguardem o direito à infância, mas ao mesmo tempo respeitem e garantam os medos da população quanto à perda da tradição.